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quarta-feira, 17 de março de 2010

Poeta Marginal


Não sou poeta alfaiate,
Feito aqueles que escrevem por encomenda,
Onde cada palavra encaixa no leitor feito uma luva...

Não! Definitivamente, não!

Escrevo pra mim, e sobre mim!
Minha palavra não vem em rimas,
Detesto a escrita em concordância,
Bonitinha e perfeitinha.

A palavra deve ser solta, sem concordâncias,
Pois o que vale não é sintaxe perfeita,
Mas aquilo que ela expressa...

Sou poeta marginal,
Não tenho fronteiras ou bandeiras;
Meu ideal é bem maior que qualquer limitação.

Leia meu desespero e sinta na carne minha aflição;
Interprete minha ira e odeie meu inimigo;
Passe os olhos pela minha lascivia e devore a mulher que tanto desejo;
Veja meu amor e sinta-se feliz...
Viva meus sentimentos em toda a sua plenitude,
E acenda o que há de mais intimo em ti, em mim, em nós...

Deixe-me achar o que quiser sobre Deus ou o Diabo;
(o céu e o inferno está em nós!)
Deixe que as minhas palavras proliferem no ar feito poluição,
E recaiam sobre você feito orvalho de início de manhã...
(liberta-te dos dogmas e preconceitos pelo poder das palavras).

Absorva-me sem recheio e sem receios,
Por que assim nos encaixaremos,
Falaremos a mesma língua,
E nos transformaremos em um só.

14 devaneios:

Carol disse...

Daniel, sempre muito gentil...^^
Eu tbm não sou muito fã de poeminha com rima e todo medido, acho que deve-se escrever o q vem a cabeça e ao coração, e não ficar medindo palavras...
Bjs

Mirse Maria disse...

Daniel,

Vim devolver a visita e gostei desse submundo.

Não sei odiar, não sou Flamengo, mas admiro aqueles que tem algo a dizer, contrário ao que é dito.

Vivo na contra-regra e lá encontro os oprimidos.

Um forte abraço

Mirse

ONG ALERTA disse...

A escolha é nossa na vida...céu ou inferno depende de como faz aqui a sua história, paz.

ONG ALERTA disse...

A escolha é nossa na vida...céu ou inferno depende de como faz aqui a sua história, paz.

Dr. do absurdo disse...

Gostei. Muito bom!

abração

Valdeir Almeida disse...

Daniel,

Gostei da poesia. Ela revela seu ato de escrever.

Abraços e uma excelente sexta pra você.

Fran disse...

Bacana seu poema. Um modo legal de expressar as ideias...poema sem rima, como vc mesmo disse sem limitações. Esso modo de escrita permite vc escrever claramente o q quer dizer sem buscar palavras para rimar.

Neto disse...

Deixe-me achar o que quiser sobre Deus ou o Diabo;
(o céu e o inferno está em nós!)
Deixe que as minhas palavras proliferem no ar feito poluição,
E recaiam sobre você feito orvalho de início de manhã...
(liberta-te dos dogmas e preconceitos pelo poder das palavras).


Cara... Gostei desse nome: "Poeta Marginal" ;-)

Sonia Pallone disse...

Nunca gostei de poesia rimada, minha escrita sempre foi livre e a única rima que uso é a do coração...Beijos querido, só hoje arrumei tempo pra atualizar e visitar os amigos.

Camilla K. Boyle disse...

Belissimo

Solange Maia disse...

Daniel,

ainda não tinha lido nada assim aqui... um des-poema, com rimas as vessas, uma irreverência absurdamente linda !!!!

fiquei tonta... encantada, boquiaberta...

menino lindo...

sua rebeldia é ampla, é inteira, é bela...

beijo poeta ao contrário !!!!

você é demais...

Pétala_Rosadinha disse...

Oi, Daniel.
Entao temos aqui um poeta contundente?
Muito bacana saber...gostei!

Beijos e bom final de semana.

Valéria de Oliveira disse...

Caraca, que puta poesia!! Perfeito...

Amei!!! Muuuuuuuito boooooooom....

Andrea de Godoy Neto disse...

Daniel, eu gostei muito!

um abraço

BOO-BOX!!!

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