sábado, 28 de novembro de 2009

VOCÊ E TEU PRAZER


Não nego que te amo mais que tudo nessa vida.
Confirmo, re-afirmo,
Grito em alto e bom som o meu amor por ti.

Atendo as tuas vontades e desejos,
És a minha Rainha, e a tua palavra é lei!

Peça-me pra te dar prazer,
Exija meu corpo, pois ele é teu!

Manda-me que te possua!
Entro e saio,
Mexo e remexo,
Exploro o que me ofertas...

Gosto de ouvir teus gemidos,
Tuas súplicas,
A dor mais profunda que nasce do teu íntimo...
Que me estimula,
Provoca-me,
Faz-me derramar-me em ti.

Grito em alto e bom som,
Re-afirmo, confirmo,
Nada é mais importante que você e o teu prazer.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

UNIBAN: SHOW DE HIPOCRISIA


"A ignorância sempre parte daqueles que deveriam ser os mais sábios" (Provérbio Chinês).

O brasileiro é um hipócrita! Traveste seus dogmas e preconceitos em "moral e bons costumes". Um exemplo claro disso foi o que aconteceu com a estudante da Uniban, Geyse Arruda, que chegou a ser expulsa da faculdade acusada entre outras coisas, de não respeitar os padrões éticos e morais do Campus. Pelo que me parece, de vítima a mesma passou à vilã, já que ao afastar definitivamente a mesma, a Uniban afirmou ter sido ela a causadora de toda a bagunça ocorrida - quando foi à aula trajando um vestido rosa curto. (No momento em que escrevo esse artigo, a instituição de ensino voltou atrás na expulsão sem maiores explicações).

Primeiro, quero dizer que: todas as mulheres que vão ao Campus, de qualquer faculdade pública ou privada desse País, vão com blusas de manga grandes, sem decote e de saias longas até o pé, cabelos sem nenhuma espécie de tintura, sem qualquer maquiagem e de sandálias rasteiras, não é mesmo? Só Geyse que, num momento de depravação pura e descabida, vai à aula trajada daquela forma. Ou seja, todas as mulheres vão as suas faculdades trajando roupas comportadas, que não chamam a atenção de ninguém, correto?...

Ora, vamos falar sério! Há sim mulheres que vão a Faculdade trajando roupas chamativas. Falo isso sem medo de errar, pois faço curso superior e não me canso de ver mulheres apertadas, e com vestidos mais curtos que a moça do caso em questão. O apelo e o culto a beleza são latentes. Aliás, esse tema é recorrente em meus escritos.

Mulheres e homens malham, compram cosméticos, roupas, enfim, fazem de tudo para virarem verdadeiros nacos de carne ambulantes, e de repente, sem mais nem menos, um bando de pessoas se imbuíram de pureza e tacaram pedra na meretriz. Engraçado tudo isso, não é mesmo? Pelo que entendi, a Uniban é um monastério, uma instituição de santidade e pureza e só a Geyse, a infiel, não se enquadrava nos moldes sacro-santos dela.

Sabem o que eu acho? Só posso pensar que há "algo a mais" que um mero vestido, para que a Uniban tenha chegado a expulsar Geyse. Todo mundo sabe que, nas universidades, há professores e Gestores que botam pra cima mesmo! Inda mais com mulheres que se vestem de forma provocante. Vai que ela não quis dá, ou mesmo, parou de dá para alguém do corpo técnico da Universidade.

O que mais me chama a atenção nisso tudo, é que a maioria das pessoas que xingaram a garota, ou fazem a mesma coisa, ou fazem coisas piores como; sexo grupal com "amigos (as) de sala" (a internet está cheia de vídeos de sexo caseiro dentro das salas de aula), traem os namoradas (os), são prostitutas (todos sabem que é normal "mulheres da vida" cursando nível superior) ou gays enrustidos malhando a gostosa que pega geral.

Não vou cair na vala comum da críticomania, contudo, quero lembrar-lhes que, neste país, "a moral e bons costumes" variam de acordo com a ocasião. Bem dizia Nietzsche, "não existe fenômenos morais, mas interpretações morais dos fenômenos". Você pode não se trajar de forma extravagante, porém, pode ver-se julgado por pensar, falar ou agir de uma forma que atente contra "o senso comum" do que é "normal para os padrões societários", e aí, se verá sozinho num mar de incompreensão e selvageria sem ter culpa alguma.

Lembro-lhes que, a homofobia e o preconceito racial em geral, se expressam exatamente assim, em brincadeiras que tomam corpo e saem do controle, ocasionado em alguns casos mais agudos, violência e morte. O que fica de tudo isso é que ainda temos muito que evoluir. Em pleno século XXI, a individualidade é posta a prova em nome de uma moralidade fabricada, e por grupos de pessoas que esqueceram que ética, acima de tudo, é respeitar e saber conviver com as diferenças.

EXTRA:

Tá, voltei a escrever crônicas, mas há uma explicação. Pela primeira vez tenho minhas atenções voltadas para um blog de contos e poesias, e é pela primeira vez que escrevo “poemas e contos em série”, por isso, há uma certa dificuldade mental de escrever diariamente, já que não havia o hábito. Portanto, por ser algo que já domino e vem mais fácil a cabeça, volta e meia em intervalos de um conto ou poema, estará postado aqui uma crônica. Esse texto acima foi postado originalmente no blog Sakuxeio, do meu amigo Neto. Segundo ele, esse texto rendeu tanta polêmica que teve 22.000 acessos únicos, o que me deixou muito feliz, além dos comentários deixados lá que foram muito interessantes. Então é isso, fiquem a vontade para emitir vossas opiniões.

domingo, 22 de novembro de 2009

QUEM MANDA

Vamos logo! Brando cheio de autoridade.
To indo, calma! (...) retrucou de outro.

E ele seguia o outro assim, meio que subjugado as ordens imperiosas daquele que amava. Não reclamava do jeito mandão e cheio de marra dele. Como alguém pode ter o outro tão nas mãos?

O mandão ia sempre à frente, entusiasmado com tudo que vi. Olha isso, olha aquilo, eu quero ir ali, quero ir acolá... Pararão. Vamos parar aqui, perguntou para o mandão; eu quero sorvete! Garçom, por favor, o cardápio! Não, não precisa, afirma o cara que manda, eu quero creme de chocolate! Sim, mas e eu? Você vai pedir bariloche.

Demoraram cerca de 20 minutos; e observaram a movimentação das pessoas no poliesportivo. Mulheres e homens caminhando, casais de namorados de mãos dadas ou sentadas nos bancos a se beijar, cachorros sendo conduzidos pelos seus donos... A vida passando como se fosse um filme, cada pessoa com seu personagem...

Pai, cadê meu cachorro que o senhor disse que ia me dar? Ah meu filho, ainda não podemos ter um bichano conosco, lembra que o papai falou que estamos quase para mudar para nossa casa? Pois é, quando tivermos em nossa casa, papai compra um cachorro pra você, está certo?

O garoto sorriu ao pai, e concordando... O pai, todo orgulhoso olhava o filho como quem contemplasse um ser divino. Como pode um Ser ser tão importante para alguém? Desde que nasceu, sua vida se viu transformada e suas ações foram todas para satisfazer aquele garotinho quer tanto amava.

Filho planejado e sonhado por ele e sua mulher. Os dois estavam juntos desde o 3º ano do ensino médio, amor que nasceu da amizade e de um momento conturbado em que ela deu força a ele. Formaram-se, ele advogado, ela médica, compraram casa, carro e tiveram Rubens. E Rubens chegou e iluminou a vida do casal e se transformou na razão de viver de seus pais.

Papai, quero ir vê o palhaço totó! De novo meu bem!? Essa já vai ser a 5ª vezes esse mês. Vamos assistir filme no cinema, enquanto a mamãe não chega. Não! Quero vê o palhaço totó! Tá bom, você venceu... Vamos ao circo.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

EUCLIDES E A VIDA E A MORTE POR UM FIO


Euclides não é adepto a papos transcendentais. Não gosta de ouvir crente pregar, odeia papo de espírita sobre reencarnação, acha que os extremistas islâmicos são tudo tarado por virgens. Mas alguma coisa mexeu com ele nos últimos dias.

Quando voltava do trabalho assistiu a algo que lhe tirou o chão. Um pouco antes de chegar à avenida que dá acesso a sua residência presenciou um forte acidente de transito. Uma Celta pegou em cheio uma moto, arremessando a condutora uns três metros à frente, fazendo-a colidir em um poste.

A pancada foi tão grande e forte que ela morreu ali, imediatamente... Euclides viu tudo, e foi ele que chamou o SAMUR e os policiais de transito. Aos prantos e desesperado, o condutor do Celta bradava, “eu matei a moça, eu matei a moça...”.

Ao redor, populares acompanhavam tudo. Homens, mulheres e crianças vendo o desenrolar de tudo, como se ali fosse um reality show. Euclides manteve-se sereno; tentava consolar o motorista do carro, ao mesmo tempo em que tentava dispersar a multidão. Achou engraçado e dantesco toda aquela situação: “como a morte pode ser algo espetacular!”. Pensava isso não com entusiasmo, mas com lastima. O desespero do motorista, que certamente responderá a justiça pelo acidente; a vítima, que já não se encontrava mais nesse mundo, mas que deixara familiares e amigos... E aqueles populares de “divertindo” com a desgraça alheia.

SAMUR e policiais no local, IML com o rabecão, rua trafegando e Euclides na delegacia como testemunha ocular da situação. Relatou ao Delegado Limeira o que viu, seu procedimento, tudo enfim. Liberado, segui para casa. No caminho, tentava pensar em tantas coisas, como por exemplo, a péssima campanha do Palmeira no final do campeonato brasileiro; o caso da moça hostilizada por causa de seu vestido curto em uma faculdade paulista; a fatura de seu cartão de crédito; a ração pro cachorro... Mas nada! Absolutamente nada fez Euclides tirar seus pensamentos do ocorrido.

Ao chegar a casa foi direto tomar banho, e no banheiro começou a chorar. Chorou pela pelo motorista, pela moça morta, pelos familiares de ambos que terão suas vidas modificadas drasticamente com todo o corrido e pela sua vida. Nunca tinha parado pra pensar que para estar morto basta estar vivo.

No telefone, conversando com um amigo, relatou o ocorrido e começou a divagar sobre a vida e morte por um fio. No quanto somos ingratos e na maioria das vezes não agradecemos a Deus pelos simples ato de dormir e levantar; pelos amigos e familiares que tanto amamos; pelo trabalho nosso de cada dia; pelos bens materiais advindos de cada esforço nosso, enfim... O quanto nossa falta de (ou pouca) fé, não nos deixa enxergar o quanto a vida é bela, e quanto tempo perdemos em lamentações, brigas e complicações, esquecendo de viver.
"É cedo ou tarde demais, pra dizer adeus, pra dizer jamais" (Titãs/ Pra Dizer Adeus)

domingo, 15 de novembro de 2009

SEQÜÊNCIAS


Nada quero. Tudo teu. Nada meu. Tudo poço. Nada persiste. Tudo muda. Nada adianta. Tudo pára. Nada tenho. Tudo quero. Nada gira. Tudo caminha. Nada sobressai. Tudo desaparece. Nada digo. Tudo silencia. Nada argumenta. Tudo discurso. Nada converge. Tudo parece. Nada soma. Tudo me dividi. Nada diminui. Tudo multiplica. Nada some. Tudo se acha. Nada se perpetua. Tudo se desfaz. Nada apaga. Tudo escreve. Nada fecha. Tudo abre. Nada liga. Tudo se comunica. Nada calça. Tudo tira. Nada quer. Tudo gela. Nada esquenta. Tudo sexo. Nada broxa. Tudo Viagra. Nada se marca. Tudo percorre. Nada se afirma. Tudo contradiz. Nada freia. Tudo acelera. Nada festeja. Tudo morre. Nada dobra. Tudo reto. Nada social. Tudo mendigo. Nada segura. Tudo agüenta. Nada se lêem. Tudo política. Nada certo. Tudo corrupto. Nada arquiva. Tudo formata. Nada se tabula. Tudo pisa. Nada reflete. Tudo se espelha. Nada original. Tudo pirata. Nada navega. Tudo ascende. Nada apaga. Tudo destroem. Nada guarda. Tudo se esconde. Nada trafega. Tudo parado. Nada reconstitui. Tudo reafirma. Nada imprime. Tudo copia. Nada penteia. Tudo ajeita. Nada separa. Tudo aproxima. Nada pluga. Tudo reage. Nada pensa. Tudo seqüencia.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

EUCLIDES LANVANDO A ALMA


Após todos os acontecidos resultantes da desastrosa festa de aniversário, Euclides se viu sozinho e perdido, sem saber o que fazer. Um a um, amigo por amigo, ele se desculpou e lamentou pelo ocorrido. Entretanto, nada foi mais castigador que a conversa que teve com ela.

O papo foi reto e franco, sem firulas e com todas as cartas na mesa, como deve ser a conversa que envolve sentimentos. Sentimentos... Euclides sentia-os todos; amor, ódio, raiva, compaixão, pena... Eram como se estivessem materializados, à sua frente e ao lado dela.

Quando chegou ao Barzinho de sempre; Larissa encontrou um Ser diferente daquele que sempre teve contato. Cabisbaixo, feição de dor, palavras entrecortadas que lhe receberam. De início, apenas os olhares que se cruzavam envergonhados falando por eles. Aos poucos as palavras nasceram e a roupa foi começando a ser lavada, e as queixas e dores ali, feito fratura exposta.

Acusações, respostas ríspidas, lágrimas e no fim, a constatação obvia que Euclides poderia ter tido-a se não fosse sua covardia. Ele saiu de lá destroçado, ferido e se sentido o pior dos homens. Entrou em seu carro, ligou o som e ouvindo Pink Floyd no ultimo volume, arranco rumo a algum lugar onde pudesse desaparecer.

Dirigindo atordoado, não percebeu as primeiras gostas de chuva que caíra; o trajeto, com a chuva já forte, dobrando uma esquina perto de sua casa, percebeu a movimentação de uns garotos e ficou curioso, indo lá vê o que estava acontecendo.

Quando percebeu o que aconteceu, não consegui esconder o sorriso e sua memória o fez ir longe... Lembrou de sua infância em Gajará Mirim das Tapiocas. Reviu-se em sua cidade na época das chuvas, quando contrariando as ordens de sua mãe, ia parar na rua junto com seus amigos, jogando bola na chuva.

Por um momento se viu ali, na alegria dos meninos que desconsideravam as ordens das mães que loucas, chamavam as crianças. De repente, num lance rápido, desfez a gravata, tirou sapatos e camisa, dobrou a calça, saiu do carro e foi jogar bola na chuva junto aos meninos.

- Vai tio, toca a bola! Faz o gol tio! (...) Valeu tio!

Euclides nunca mais tinha se sentido assim, tão livre e feliz. Cada gota de chuva que caia em seu corpo lavava sua alma. Aquele futebol improvisado, na chuva, com as crianças, curou cada feriada que lhe doía. Foram mais ou menos meia hora de “jogo”, de brincadeira, que lhe devolveu as rédeas de sua vida.

Chegando a casa, no banheiro tomando banho, Euclides riu de tudo. De sua covardia, do amor do passado, da mijada dos amigos, de si próprio. Percebeu que pior que cair é não saber levantar, e que não adiantava mais chorar pelo leite derramado. O que está feito está feito, e vida continua apesar dos nossos problemas. Entendeu da pior maneira possível, que ou você governa sua vida, ou a vida lhe leva por caminhos sofríveis e castigantes.

Euclides dormiu leve, pra cima, feliz feito criança que não perdeu a ingenuidade de achar que a vida é sempre uma festa, cheia de cores e apesar dos pesares, bonita, muito bonita...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

EUCLIDES & SUA RESSACA MORAL



Euclides amanheceu com uma ressaca enorme e uma vergonha transcendental. Diferente daqueles que “perdem a memória” quando bebem, ele sabia tinha feito merda.

Levantou-se, cambaleante, trôpego, vendo o Mundo girar; caminhou até o banheiro segurando nas paredes. Sentiu cada gota de água tocando seu corpo e lavando sua alma; após anos de amor incontido, declarou-se, porém, acovardou-se. Ao lembrar da noite passada começou a chorar; chorou pela festa, que foi muito bonita, chorou ao lembrar da cara de surpresa dela ao receber o seu beijo, mas chorou principalmente pela sua covardia...

Saiu do banheiro e foi direto para cozinha. Percebeu que a casa estava limpa, nem parecia que ali tinha ocorrido uma festa. Na geladeira um bilhete com os dizeres: “amigo, quando ler esse recado me ligue. Assinado: Neto”.

Neto era seu amigo mais desde sempre, dos tempos de criança. Foi ele que lhe deu força quando o pai morreu em um acidente de trânsito aos 15 anos; foi ele que o consolou quando Euclides descobriu o seu primeiro chifre; é ele o amigo de todas as horas.

Antes de ligar para o amigo, preparou a alma... Sendo a amizade mais longa e a mais sincera, sabia que precisaria de toda a paciência e atenção possíveis, pois ouviria coisas sinceras, e muitas das vezes, sinceridade dói. A amizade deles sempre foi baseada no companheirismo, e isso implica em sinceridade.

A ressaca moral de Euclides lhe doía na alma... Queria mandar Neto “tomar no cú”, mas não poderia; que moral ele tinha naquele momento para evitar algum esbregue? Então ligou... Estava na sala, com copo de águas nas mãos e uma bolsa de gelo na cabeça.

A cada chamada do telefone seu coração ficava pequeno; a tensão de saber o tamanho da merda da noite anterior lhe arrepiava a espinha... “Como você me faz isso Euclides, seu covarde?!” A pergunta/afirmação lhe cortou a alma; não tinha resposta para tal questionamento. O que venho a seguir foi como se um pai surrasse o filho. Ouvia tudo com atenção e parcimônia... Respondia apenas com monossílabos como se seu amigo estivesse ali, à sua frente.

Foram mais ou menos 20 minutos de um falando e o outro ouvindo tudo. Ao fim, a pergunta no tom que só os pais fazem aos filhos: “e aí, você está bem?”. A resposta vem feito um filho envergonhado ao pai, “sim! Estou vivo...”.

Vivo estava, mas resaqueado moralmente. Cada palavra dita por Neto ecoava e se repetia, torturando Euclides. Queria apagar aquela noite feito um pintor querendo apagar o rabisco errado na tela; sabia que o pior ainda estava por vir... O restante dos amigos, e a mulher de sua vida que na secretária eletrônica confessava e pedia explicações.

O Mundo de Euclides se viu embaralhado; logo ele, que sempre foi tão certinho com seus sentimentos viu-se num vendaval que lhe atordoava. O que fazer agora? Como agir diante do inesperado? Eis as questões de Euclides, que se vê tendo que ser forte como um touro para exorcizar seus fantasmas mais temíveis.



NOTAS:


Neste domingo recebi um e-mail perguntando o que havia comigo, escrevendo “confissões” através de personagens. Como respondi a pessoa, Euclides tem um pouco de mim e eu tenho um pouco de Euclides. Muito do que escrevo aqui é uma forma de re-visitar meu passado, mas não quer dizer que tenha vivido ou esteja vivenciando tais situações. Esse blog é meu “exercício diário de fingimento”, e espero que todos saibam compreender e entender isso e não levar a mais do que sugere os textos.

O Neto existe, é o articulista do blog Sakuxeio. É uma forma que encontrei de homenageá-lo, o que farei a partir de agora com pessoas que deixem comentários interessantes aqui. Acho legal essa troca de idéias que advém de cada post, e nada mais justo que envolver cada um na vida de Euclides.